Quarta-feira, 21 de Junho de 2017

Edis de Portugal 7 - Elias Garcia

Elias Garcia foi um militar, jornalista e político republicano, nascido em Almada em 30 de dezembro de 1830.

Foi Vereador e em 1878 Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, onde tem uma Avenida com o seu nome. Maçon com atividade intensa, onde foi inclusive, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, foi ilustre professor na Escola do Exército, e diretor da Associação dos J.ornalistas e Escritores Portugueses.
Faleceu em Lisboa a 21 de junho de 1891.

selo_pt_vultos_republicano_elias_garcia.jpg

Emissão: Grandes Vultos do Pensamento Republicano, 1979, Af. 1446

 

Texto inicialmente publicado no artigo "Ilustres edis de Portugal" na revista Cábula Filatélica nº 27, abril de 2014 

publicado por jcura às 00:38
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Domingo, 21 de Maio de 2017

La belle Portugaise - Suiça

selo_suica_1982_rosa_la_belle_portugaise.JPG

Eis um belo selo da Suiça, de 1982, de uma série Pro Juventute dedicada a Rosas, com valor facial de 20+10, com a rosa "La belle Portugaise".

Nºs de catálogos: Michel CH 1237; Yvert et Tellier CH 1166; Zumstein CH J282

Os Correios suiços emitiram além dos 4 selos desta emissão (ver abaixo), outros selos com a mesma temática e design em 1972 e 1977 (4 cada).

Segundo o especialista em rosas Miguel Albuquerque, atual presidente do Governo Regional da Madeira e entusiasta das flores e jardins, a rosa "La Belle Portugaise" é «também conhecida por “Bela Portuguesa” ou “Belle of Portugal” foi o primeiro Hibrido de Rosa Gigantea cultivado no Ocidente. Foi criado pelo botânico Francês Henri Cayeux, então responsável pelo Jardim Botânico de Lisboa. François Crépin, em 1896, enviou para Portugal uma planta da “Rosa Gigantea” e quando esta floriu, apresentando belíssimas flores com cerca de 13 cm de diâmetro, Cayeux começou a efectuar hibridizações com roseiras de chá e perpétuas híbridas. A sua ambição era conseguir trepadeiras vigorosas e bonitas que resistissem ao Inverno parisiense. Do seu trabalho meticuloso resultaram cinco roseiras: “Belle Portugaise” e “Étoile de Portugal” em 1903; “Amateur Lopes”, “Lusitânia” e “Palmira Feijas” em 1905. Infelizmente, com excepção da “Belle Portugaise”, todas elas desapareceram.

Não sendo remontante, “Belle Portugaise” é uma das primeiras roseiras do jardim a florir, logo no início da Primavera. As suas flores, excepcionalmente grandes, podem atingir 15 cm de diâmetro, emanam um perfume ligeiro de chá. Os botões carmesin, delgados e elegantes, dão lugar a bonitas flores, cor-de-rosa cremoso. As pétalas exteriores, com um cor-de-rosa franco no reverso, são grandes. As do interior de um rosa ténue, são mais pequenas e concentram-se em torno do coração da flor, mantendo-a ligeiramente fechada, o que produz um efeito muito original. As folhas largas e finas, de um verde-claro, são típicas da “R. Gigantea”. Extremamente vigorosa e resistente, esta trepadeira pode atingir alturas consideráveis, e é hoje uma roseira muito popular em quase todo o mundo, sobretudo no sul da Europa, na Califórnia, na Austrália, na Nova Zelândia e na Índia. Após mais de um século e na chamada “era da globalização” a “Belle Portugaise” continua a ser a única roseira portuguesa, cujo sucesso é indiscutivelmente universal.» in http://madeirarosegarden.blogspot.pt/2011/05/belle-portugaise-roseira-hibrido-de.html
 
Eis os selos da emissãode 1982:

selos_suica_1982_rosas.jpg

 

publicado por jcura às 23:51
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2017

Edis de Portugal 4 - Craveiro Lopes

Ilustre militar, Francisco Higino Craveiro Lopes nasceu a 12 de abril de 1894, em Lisboa. De perfil discreto foi o inesperado candidato da União Nacional, após o falecimento do Marechal Óscar Carmona, em 1951. Eleito sem surpresas, teve um mandato recatado, apesar de algumas divergências com Salazar. Viria a ser substituído, em 1958, pelo candidato apoiado também pela União Nacional, Américo Tomaz.

 

selo_brasil_1957_craveiro_lopes.jpgLogo após o 28 de Maio de 1926, que pôs fim à 1ª República e que mais tarde deu origem ao Estado Novo, aceitou ser nomeado Presidente da Câmara Municipal de Sintra.

De 1945 a 1949 foi eleito, pelo distrito de Coimbra, representante na Assembleia Nacional, cargo que acumulou com o de comandante da Base Aérea da Terceira.

selo_angola_1965_barragem_craveiro_lopes.jpg

selos_stp_craveiro_lopes.png

 

 

 Texto inicialmente publicado no artigo "Ilustres edis de Portugal" na revista Cábula Filatélica nº 27, abril de 2014 

publicado por jcura às 16:55
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017

Edis de Portugal 1 - Alexandre Herculano

Alexandre Herculano, ilustre romancista e historiador foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Belém, em 1853, sendo o seu primeiro Presidente, tendo aí desempenhado um importante papel, «...como tal assumiu atitude polémica contra o governo, defendendo os munícipes dos vexames dos impostos e da fiscalização...».

selo_pt_1977_alexandre_herculano_4.JPGselo_pt_1977_alexandre_herculano_15.JPGselos_pt_2010_vultos_alexandre_herculano.JPG

 

O chamado Termo de Lisboa (um vasto território que se estendia a norte e a ocidente da cidade de Lisboa), com a reforma administrativa de 11 de Setembro de 1852, foi extinto sendo criados dois novos concelhos: Belém e Olivais. O concelho de Belém englobava as freguesias de Ajuda, Belém, Benfica, Carnide, Odivelas e, ainda, S. Pedro de Alcântara, S. Sebastião, e Santa Isabel. O total da superfície do concelho de Belém era de cerca de 63 Km2. A 18 de Junho de 1885, o concelho de Belém foi extinto.

cc_19780312_oeiras_alexandre_herculano.JPG

 

Texto inicialmente publicado no artigo "Ilustres edis de Portugal" na revista Cábula Filatélica nº 27, abril de 2014 

publicado por jcura às 14:35
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Domingo, 21 de Agosto de 2016

Carta porteada

carta_circ_201107_peniche_cantanhede_porteada_peso

carta_circ_201107_peniche_cantanhede_porteada_peso

 Envelope circulado de Peniche (?) para Cantanhede, com selo autocolante de taxa N (emissão Transportes Públicos) obliterado com flâmula de ondas do CTC Sul (?) com indicação manuscrita T=1,01€ e indicação de excesso de peso (24 gr.), com selos de porteado nesse valor no verso, colados, assinados e datados (pela carteira? Dina Santos?)

publicado por jcura às 00:20
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Sábado, 21 de Setembro de 2013

Flâmula de ondas com datador invertido

carta

Carta circulada de Benavente com flâmula de ondas (7 ondas) do lado esquerdo, em 2003, com a curiosidade de ter o datador invertido, sobre selo de emissão base "Aves de Portugal" de 53$00/€0,26.

publicado por jcura às 01:08
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Domingo, 4 de Novembro de 2012

Almada Negreiros na filatelia

Nascido em 1893, José de Almada Negreiros foi um dos mais importantes artistas portugueses do século XX. A sua actividade foi vasta no campo da pintura, desenho, poesia, teatro, romance e ensaio.

Almada Negreiros foi também um grande desenhador de selos portugueses. Entre as emissões desenhadas por si encontram-se as emissões comemorativas: ”1ª exposição Colonial Portuguesa” (1934), “1ª Exposição Filatélica Portuguesa” (1935), “Exposição de Bruxelas“ (1958) e “Ano Mundial do Refugiado” (1960),

Desenhou ainda a série de Correio aéreo do Tipo “Hélice” (1936/41), a emissão de Encomendas Postais de 1939, a série básica “Tudo pela Nação” (1935/41) e as séries das várias colónias: “Nossa Senhora deFátima” (1948) e “75º Aniversário da União Postal Universal” (1949).

Retratando o autor em si, temos a emissão de 2005, “Caricaturistas Portugueses” (caricatura de João Abel Manta) e a emissão comemorativa do “Centenário do Nascimento de Almada Negreiros” de 1993, com o seu auto-retrato no selo de 40$00.

Por sua vez, algumas das suas obras foram reproduzidas, a saber, na emissão “Europa” de 1975, com o quadro “Fernando Pessoa”, retratando o famoso poeta português, na emissão “Pintura Portuguesa do séc. XX” (1988) com a obra “Saltimbancos no Cais” de 1949 e nos “200 Anos dos Tribunais de Contas na Europa” (2007), correspondendo a um óleo de Almada Negreiros, que ilustra o selo de 61 cêntimos, sobre a criação do Tribunal de Contas porD. Maria II, em 1849 (onde o Duque de Ávila e Bolama recebe de D. Maria II o decreto da criação do Tribunal de Contas) e o bloco da mesma emissão com a gravura “O Contador”, existente no Tribunal de Contas. Nesse mesmo edifício existe também uma interessante peça de tapeçaria do artista, de título “O Número”. Em 1993, também na emissão do “Centenário do Nascimento de Almada Negreiros”, o selo de 65$00 retrata um dos seus painéis existentes na Gare Marítima de Alcântara, com o título “Quem não viu Lisboa não viu coisa boa". Na emissão “Centenário do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado”, em 2011, o selo de 0,47€ retrata um pormenor da obra “A sesta”. No selo comemorativo dos 100 anos da Universidade de Lisboa, também de 2011, da emissão “Centenário das Instituições de Ensino Superior”, é mostrado um desenho incisivo de Almada, retratando 3 estudantes, e existente na frontaria da Faculdade de Letras dessa Universidade.

 

A 18 de Abril de 2011 foi colocado em circulação um inteiro postal comemorativo do 75.º aniversário dos "Amigos de Lisboa". O postal mostra o logotipo da associação no lado esquerdo, desenhado por Almada Negreiros que foi um dos seus sócios fundadores.

 

Além dessa peça, existem ainda 2 carimbos comemorativos, um de 20/07/1984 da exposição realizada no Centro de Arte Moderna, em Lisboa, dedicada a Almada e outro de 6/6/1993 por ocasião do 15º aniversário da Associação Portuguesa de Maximafilia, com o seu auto-retrato.

 

 

José de Almada Negreiros faleceu em Lisboa, em 1970.

 

Artigo originalmente publicado no livro: “As Cores da Matemática segundo Almada Negreiros, Arte e Política na Universidade de Coimbra”, de Marco Daniel Duarte, editado pela SFAAC em Abril de 2009.

Revisto e aumentado

José Cura, novembro de 2012


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publicado por jcura às 00:18
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