O Pelourinho de Canaveses, também conhecido como Pelourinho de São Nicolau é um monumento da época medieval, símbolo do extinto concelho de Canaveses que também foi uma das 10 beetrias do reino de Portugal (povoação rural que tinha o direito de escolher livremente os senhores que mais lhe conviessem para sua defesa e bem-estar).
A sua estrutura em cantaria de granito é composta por um embasamento e soco quadrangular de três degraus, sobre o qual assenta uma base monolítica quadrangular de aresta superior chanfrada. Conservam-se vestígios de dois ferros cravados num dos lados do fuste.
Está implantado na Rua de São Nicolau, junto à antiga Câmara Municipal.
O pelourinho de Cabeço de Vide, situado no distrito de Portalegre, é um importante símbolo da autonomia municipal que esta vila teve durante o período medieval. Erguido após a concessão de foral foi construído em granito, possui um fuste octogonal e termina com um capitel decorado e um pequeno remate esférico, simples mas imponente, em harmonia com a arquitetura rural alentejana. Este monumento encontra-se na praça principal da vila, perto da igreja matriz, e representa a memória coletiva de uma época em que a justiça era exercida publicamente, lembrando o papel estratégico da vila na defesa e organização do território.
No centro histórico da vila de Ponte da Barca, encontra-se, junto à ponte homónima, o pelourinho, símbolo do concelho e deverá datar do séc. XVI, sendo em granito, com vestígios dos ferros de sujeição. Ergue-se sobre uma plataforma quadrangular de quatro degraus. A base da coluna é constituída apenas por um plinto (cúbico) e um toro, sobre o qual se apoia uma esfera onde estão gravadas as armas reais, a Cruz de Cristo e as faixas do brasão dos Magalhães, senhores donatários da vila.
No Portugal dos Pequenitos, parque lúdico-pedagógico infantil, situado em Coimbra, são apresentadas um conjunto das casas típicas regionais portuguesas, jardins, capela, azenha e um pelourinho. Esse mesmo pelourinho é uma réplica do original de Ponte da Barca.
O pelourinho de Colares está ligado ao passado municipal da freguesia, que em tempos foi sede de concelho. Situado junto à igreja matriz, o pelourinho apresenta uma estrutura simples, em pedra calcária, com fuste octogonal e um remate em forma de pirâmide truncada. Hoje, é um ponto de interesse patrimonial e cultural, inserido na paisagem bucólica de Colares, uma das zonas vinícolas mais antigas de Portugal, reforçando a ligação entre história, território e identidade local.
O pelourinho de Enxara do Bispo é um marco histórico que remonta ao período em que a vila teve autonomia administrativa e judicial. Este monumento, embora modesto em dimensão, representa um símbolo de autoridade local e da concessão de foral. Construído em pedra, possui um fuste liso e simples, encimado por um capitel discreto. Apesar da sua simplicidade, o pelourinho é uma peça importante do património local, lembrando o papel que Enxara do Bispo desempenhou na organização territorial da região de Lisboa.
O pelourinho de Mafra, foi erguido após a elevação de Mafra a vila, simbolizando a autonomia judicial concedida à localidade. De traço simples, com uma base quadrangular e fuste cilíndrico, o pelourinho reflete a sobriedade típica das estruturas erguidas no século XVII.
Localizado na antiga Praça do Município, perto da atual Câmara Municipal, o pelourinho está preservado como parte integrante do centro histórico de Mafra, evocando uma época em que a autoridade local se exercia sob a vigilância direta da população.
O pelourinho de Sintra, classificado como Imóvel de Interesse Público, é um dos mais emblemáticos da região devido à sua beleza e ao contexto histórico em que foi erguido. Situado no centro histórico da vila, próximo ao Palácio Nacional de Sintra, este pelourinho manuelino distingue-se pelo seu rico trabalho escultórico, com elementos decorativos como cordas, escudos e pináculos.
Este monumento é também um símbolo da importância que Sintra teve como vila régia e sede de administração. Hoje, o pelourinho continua a ser uma atração turística e um símbolo da rica herança cultural da vila, integrado no Património Mundial da UNESCO.
Situado intra-muros da Cidadela, o Pelourinho de Bragança ergue-se sobre um soco de quatro degraus octogonais. Tem a sua maior particularidade numa figura proto-histórica denominada de berrão (popularmente chamado por Porca da Vila), uma coluna cilíndrica e lisa, com mais de seis metros de altura. O capitel, um largo anel cilíndrico, de onde irrompem quatro braços em cruz. Sobre o capitel destaca-se uma figura mitológica híbrida, segurando um escudo com as armas da cidade de Bragança.
No local do Pelourinho, originalmente erguido em frente da Domus Municipalis, existia a antiga Igreja de Sant´Iago.
O Pelourinho de Lisboa é de pinha cónica embolada, com soco octogonal de cinco degraus, onde assente base galbada e fuste de torso enrolado, com torcidos separados e modulados em espiral, com remate em tabuleiro e elemento circular e ornado de acantos, sobrepujado por esfera armilar. Construído na época barroca, influenciado pelos modelos de pelourinhos quinhentistas, mas adaptado a um novo estilo e gramática decorativa, com um carácter mais ornamental que funcional, integrando-se no centro da Praça do Município, sendo Monumento Nacional desde 1910.
O Pelourinho do Fundão trata-se de uma reconstituição, realizada em 1935, reutilizando o capitel original, segundo estudo de José Germano da Cunhal, com base em fotografias e desenhos do pelourinho original. Assenta num alto soco de sete degraus. Sobre o fuste oitavado, apoiado num plinto paralelepipédico, dispõe-se um capitel de secção ortogonal com volutas, rematado por um bloco troncopiramidal sobrepujado por uma cruz de ferro. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Localizado no Largo da Igreja, o Pelourinho de Idanha-a-Velha é de construção quinhentista, manuelino, conservando a plataforma redonda de três degraus, sobre os quais assenta uma base quadrada, decorada com uma roseta em cada um dos cantos chanfrados. Sobre ela encaixa o fuste oitavado que suporta um capitel redondo, tendo nas faces escudos apagados e nos cantos a esfera armilar, as armas reais, a cruz de Cristo e um motivo heráldico não identificado. Tem um remate em forma de pináculo, encimado por uma grimpa de ferro em cruz. A coluna ainda conserva restos dos ferros de sujeição.